Alívio no petróleo derruba o milho na semana
Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos
Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos - Foto: Nadia Borges
Os preços do milho encerraram a semana em queda, em um ambiente marcado pela combinação entre avanço adequado da safra norte-americana, menor tensão geopolítica e atenção crescente às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A avaliação é da StoneX, que aponta que o mercado oscilou ao longo dos últimos dias, mas terminou com viés negativo diante da leitura de oferta e demanda no cenário internacional.
Nos Estados Unidos, o ritmo de plantio segue dentro de um padrão considerado adequado, fator que reduziu a percepção de risco no curto prazo e pressionou as cotações. O bom progresso das lavouras contribuiu para limitar movimentos de alta, especialmente em um momento em que os agentes acompanham a evolução da safra e buscam sinais mais claros sobre o potencial produtivo do ciclo.
Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos no Oriente Médio. As tratativas de paz trouxeram algum alívio ao mercado de petróleo e diminuíram parte das preocupações com custos logísticos e de fertilizantes. Esse movimento também ajudou a reduzir a volatilidade nos grãos, já que energia e insumos seguem como componentes importantes na formação de custos da cadeia agrícola.
Apesar do recuo recente, o clima tende a ganhar mais peso nas próximas semanas. O aumento de áreas com seca anormal no Meio-Oeste norte-americano está no radar do mercado e pode oferecer sustentação aos preços caso o quadro persista. A fase de desenvolvimento das lavouras torna o acompanhamento climático decisivo para a formação de expectativas sobre produtividade.
Na demanda, as atenções continuam voltadas à relação entre China e Estados Unidos. O mercado aguarda maior clareza sobre novos acordos agrícolas, enquanto rumores recentes de compras chinesas de milho podem alterar projeções de exportação e influenciar o ajuste dos estoques.